quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Oráculo de Delfos: o templo das previsões - Parte I

Ruínas de Delfos
Localização de Delfos


"Ao bom peregrino basta-lhe uma gota, ao mau, nem um oceano poderia lavar a sua mancha". Essa era a frase que cortava a rocha às portas do Templo de Apolo. Os estrangeiros desembarcavam no porto de Kirrha ou faziam o caminho a pé seguindo por uma via sacra. Durante o percusso se deparavam com a fonte sagrada de Castalla, cujas águas eram utilizadas para purificá-los para entrevista com o oráculo. Antes da consulta - nada era de graça - era necessário que os crentes realizassem sacrifícios aos deuses. Imolar um cordeiro ou esganar uma ave e colocá-los na brasa era um dos procedimentos do ritual.
A procura era tamanha que ao longo dos anos várias edificações como pequenos santuários, habitações e pousadas foram construídas para acolher toda aquela gente. A crença nos oráculos era tão grande que não havia corpo político que pudesse dispensar os adivinhos, os sacerdotes que previam o futuro ou os magos. Nunca se começava uma empreitada antes de passar pelo grande templo.
As sacerdotisas de Apolo faziam as previsões baseadas em um transe provocado por gases emitidos de uma fenda subterrânea no local, segundo os antigos.
Com significativa importância na colonização grega das costas do sul da Itália e da Sicília, o Oráculo de Delfos chegou a ser o centro religioso do mundo helênico.