
Praia de Ipanema não aguenta mais tanto lixo
Depois de um fim de semana no Acre, com calor, sol intenso e a cobertura do Varadouro, venho para Belo Horizonte e parto para outro lugar quente: o Rio de Janeiro. Sem tempo para escrever e me dedicar a essa nova modalidade de comunicação - pra mim, é claro - retorno encavalando informações, pois ainda não falei sobre o festival acreano. Em breve vou postar as notícias do Varadouro e vídeos gravados durante os shows das bandas Filomedusa, Superguidis, O quarto das Cinzas e Ludovic. Vamos ao Rio.
Além dos textos sobre as bandas que assisti, o Tim Festival me motivou a escrever um pouco. Muita coisa diferente, um lugar agradável. Só lamento sobre o palco dedicado aos brasileiros, que por falta de atenção da produção, teve seus três shows cancelados. Prejuízo para a festa e para bandas envolvidas: Vanguart, Montage e Del Rey.
Não conhecia. Durante o show perdi a paciência e voltei para sala de imprensa. Definitivamente não me atraiu nem pela qualidade acústica que impressiona. Quem que agüenta esse canto triste e chorado?
• Björk
Boa apresentação. Apesar de não ser assíduo ouvinte da cantora, a moça conquistou o público, canta bem mesmo. Destaque para os recursos de produção de som que são executados através de toques num monitor de vídeo. Bem interessante.
• Katia B
A qualidade acústica não estava boa. Cantou em português e não consegui entender uma letra. A voz era mais baixa que a música. Só foi possível entender a letra quando Kátia declamou uma poesia durante o show com um BG bem baixinho feito pelos músicos.
• Hot Chip
Som eletrônico com cinco integrantes, nada demais, ou melhor, tenho que pesquisar mais.
Rock. Primeira banda de verdade na noite. Baixo, bateria e duas guitarras. Vi pouco e soube dos comentários de outros jornalistas que disseram que foi um show linear, sem maiores surpresas.
Ainda não tinha ido à tenda Euro Jazz. Cheguei lá por acaso e vi uma cantora sensacional acompanhada por três músicos: contrabaixo acústico, trompete e guitarra. A voz de Lisa impressiona por ser muito aguda e linda.
Um teclado que parece um piano, mas não é, possui harmônicas. Trompete, saxofone e bateria completam o quarteto que mostrou uma ótima performance no palco.
Um dos motivos que valeram a pena ter vindo ao Tim Festival. Com um show altamente performático, Juliette encantou o público com um stonepoprock agressivo. Teve gente que falou que ela se apresentou bem popular. É para ser mesmo, veio com a intenção de conquistar o público e conseguiu. Não conhecia e fiquei instigado a saber mais sobre a carreira da atriz como cantora. Um dos momentos impressionantes do show aconteceu quando todos os integrantes da banda subiram e tocaram percussão com o baterista, um som meio tribal, contagiante.
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